Terça-feira, Março 14, 2006

Quero amar-te e não consigo!

Quero amar-te e não consigo!
Quero fender o teu verso imparável com as minhas palavras de idealista incauto e devaneado. Quero perpetuar a minha voz com o sabor do incontornável cheiro da tua mordedura! Quero fruir do teu incansável êxito e perder o sentido para o meu fim! Quero fazer do meu espaço a tua liberdade! Quero sublimar-me e atingir a tua metafísica genuína, e poder viver nela, sempre! Quero sonhar-te alto e impraticável, sobejamente tolerante ao fascínio do mundo! Quero realizar-te perene e mutavelmente simples. Quero ocasionar-te em cada repetição do instante. Quero cogitar a totalidade de todo o teu ser, sem a fraqueza de perder-te!
E não consigo…!
Estou equipado para o amor, e não consigo fazê-lo acontecer. Sonho uma realidade imperceptivelmente tenaz e fugidia! Não sou mais que o amor idealizado, o único alguma vez perfeito!