Ensaio contra a rima de um mundo perfeito
Não gosto de regras
As rimas são regras
A ninguém pertence esta escrita
Só a mim
Só àquele que sonha nela
Se evade no outro mundo que não este
Ninguém me dita
Ninguém me critica
Ninguém o pode fazer
Porque isto é meu! De mais ninguém
Quem vem lá avaliar os meus escritos?
Que se atreve?
Quem ousa olhar isto
E dizer que não vale nada?
Atrevam-se!
Queiram invandir um mundo que é só meu!
E depois fujam
Para esse mundo sossegado,
Onde os cães mordem
E as bestas gritam sem paradeiro certo
E todos vivem em haustos sem luz
E cavernas de pensamento hediondo
Onde a rima vos dita as regras
Onde rimais e não sabeis porquê!
Rimem, à vontade
Mas deixem-me em paz!
Rimem-se uns aos outros
Mas eu, se quiser
Não rimo!
E tanto escrevo versos tão longos que não acabam nunca mais
Ou os crio com uma palavra
Só!
Violadores do pensamento!
Sim, vós
Que ousais entrar no pequeno mundo
De uma pequena criança,
Roubar-lhe as fantasias
Saquear todos os sonhos e desejos
Retirar-lhe a infância
Torná-la máquina
Automática
Manipulável
E sou o sonho de mim mesmo
Este mundo perfeito!
Que co-habito em cima dos limites indeformáveis
De uma fronteira que não se finda
E não me divide
Porque nela
Eu posso viver, sendo aquele que me conheço
E não o outro que me habita!
Não me prendam porque não sobrevivo
Quero agora o meu lugar
O meu espaço eterno
Onde não acabo
Nunca!
As rimas são regras
A ninguém pertence esta escrita
Só a mim
Só àquele que sonha nela
Se evade no outro mundo que não este
Ninguém me dita
Ninguém me critica
Ninguém o pode fazer
Porque isto é meu! De mais ninguém
Quem vem lá avaliar os meus escritos?
Que se atreve?
Quem ousa olhar isto
E dizer que não vale nada?
Atrevam-se!
Queiram invandir um mundo que é só meu!
E depois fujam
Para esse mundo sossegado,
Onde os cães mordem
E as bestas gritam sem paradeiro certo
E todos vivem em haustos sem luz
E cavernas de pensamento hediondo
Onde a rima vos dita as regras
Onde rimais e não sabeis porquê!
Rimem, à vontade
Mas deixem-me em paz!
Rimem-se uns aos outros
Mas eu, se quiser
Não rimo!
E tanto escrevo versos tão longos que não acabam nunca mais
Ou os crio com uma palavra
Só!
Violadores do pensamento!
Sim, vós
Que ousais entrar no pequeno mundo
De uma pequena criança,
Roubar-lhe as fantasias
Saquear todos os sonhos e desejos
Retirar-lhe a infância
Torná-la máquina
Automática
Manipulável
E sou o sonho de mim mesmo
Este mundo perfeito!
Que co-habito em cima dos limites indeformáveis
De uma fronteira que não se finda
E não me divide
Porque nela
Eu posso viver, sendo aquele que me conheço
E não o outro que me habita!
Não me prendam porque não sobrevivo
Quero agora o meu lugar
O meu espaço eterno
Onde não acabo
Nunca!

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